Motos de Portugal

Há quem diga que andar de moto virou moda….Para alguns sim, mas para mim não! Ando de moto desde miúda, é uma das minhas paixões e vivo-a intensamente, as melhores viagens que faço são as solitárias, aquelas nas quais só existo eu, a estrada, as paisagens e a minha moto. Não há fotógrafos, não há eventos, não há o ver e ser visto que tanto se tem dito por ai…  Acordar para ir trabalhar, olhar o céu e ver que posso ir de moto, torna o meu dia bem mais feliz. Chego à sala de aula cheia de boas energias que são transmitidas para os meus alunos, no final do dia a fuga ao trânsito, a sensação de liberdade  e a viagem de encontro ao mar dão-me a noção da pessoa privilegiada que sou. Há um estudo que diz que quem anda de moto é mais feliz, tenho a certeza que sim!

Sou professora de Artes Visuais e Designer Industrial e sempre me interessei pelo que se produziu e produz na Industria Portuguesa de motos, foi com enorme satisfação que encontrei uma Tese de Doutoramento de Emanuel Fernando Maia Barbosa “Motos de Portugal, Indústria e Design” da Universidade Politécnica de Valência, Espanha (Departamento de Desenho da Universidade de Belas Artes) de Dezembro de 2015, uma tese fabulosa!

O veiculo de duas rodas revelou-se ao longo do tempo como uma solução eficaz e viável para a nossa mobilidade, atravessou muitas fases ao longo da sua evolução, criou e moldou formas adaptando-se às diferentes necessidades do seu utilizador. Do veiculo de lazer, a veiculo de trabalho, tornou-se indispensável na nossa sociedade contemporânea.

A Industria Portuguesa desenvolveu um interessante leque de propostas neste campo, embora não tenha conseguido manter a competitividade face à enorme e agressiva concorrência Internacional.

Em Portugal, o ciclomotor (motociclo com menos de 50 cc.) possibilitou a mobilidade das populações menos favorecidas, sem uma rede de transportes públicos eficaz. Lembro-me perfeitamente de no meu tempo de miúda ver os operários da construção civil nas famosas casal ou Famel, hoje, se estiverem em bom estado, valem algum dinheiro…

Empresas de diversas dimensões ofereceram um leque alargado de pequenos veículos que supriram todas as necessidades do mercado nacional e permitiram algumas exportações. As mutações da sociedade lançaram o ciclomotor para segundo plano. Infelizmente hoje em dia o vasto parque de ciclomotores e motociclos nacionais está a desaparecer, tal como desapareceram as empresas que os produziam.

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http://www.motosdeportugal.com

https://riunet.upv.es/handle/10251/61449

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